O intervalo de 95% nesta idade vai de 2,19 a 9,28, em ciclos por grau. Os bebês variam enormemente entre si, e um número citado sem essa faixa é um número citado de forma enganosa.
Cor
No eixo vermelho-verde, o modelo coloca a capacidade de distinguir cores em cerca de 100% do valor de um adulto nesta idade, e no eixo azul-amarelo, em cerca de 100%. Os dois canais já funcionam nos dois primeiros meses — a afirmação comum de que os bebês passam meses sem enxergar o azul tem menos base do que parece.
Por que outras fontes dão um número maior
Quando se mede registrando a resposta do cérebro a um padrão de listras, em vez de observar para onde o bebê olha, a mesma idade dá cerca de 13,6 ciclos por grau em vez de 4,51 — 3,0 vezes mais. Nenhuma das duas medidas está errada. O registro da resposta do cérebro estima o detalhe que o olho e as primeiras etapas do cérebro deixam passar; observar para onde o bebê olha estima aquilo a que ele comprovadamente reage. Este site mostra o resultado da observação do olhar dos bebês, porque é essa a pergunta que mães e pais estão fazendo.
Audição
Nesta idade, um som precisa ser cerca de 10 dB mais alto do que para você antes que um bebê chegue a reagir a ele. A diferença vai se fechando a partir dos agudos: eles ficam perto dos valores de um adulto já no primeiro ano, e os graves só chegam lá na idade escolar.
O que os números significam
Por volta de 20/125, uma visão cerca de seis vezes menos nítida que 20/20. Contraste e cor já estão perto dos níveis de adulto há meses; daqui em diante, a questão é quase só o detalhe fino, e detalhe fino leva anos, não meses.
Você sabia?
A audição do bebê também vem melhorando, sem alarde, o tempo todo. Para chegar a perceber um som, um recém-nascido precisa que ele esteja cerca de 45 dB mais alto do que você precisaria; aos seis meses, essa diferença cai para cerca de 19 dB.
A resposta mais completa
Os dois sentidos amadurecem em ritmos diferentes, e este é o mês em que isso fica mais claro. A audição dos agudos está perto dos valores de adulto, enquanto nos graves um som ainda precisa ser cerca de 20 dB mais alto do que para um adulto, e os valores de adulto só serão atingidos na idade escolar; a visão, enquanto isso, ainda está em torno de um sexto da de um adulto.
O que chama a atenção do bebê agora
Ordenado pelo que se enxerga melhor nesta idade: formas grandes e bem contrastadas, de perto e em movimento. Nada aqui é um marco do desenvolvimento, e nada aqui é um teste.
Um livro ilustrado
Na distância de leitura, o bebê já consegue distinguir ilustrações com formas nítidas e cores de verdade.
Procurar · AmazonBlocos de cores vivas
Os dois canais de cor já estão funcionando, então uma diferença que é só de cor — e não de claro e escuro — começa a contar.
Procurar · AmazonUm móbile de berço bem contrastado
Formas grandes, com bordas bem marcadas entre claro e escuro, e um movimento lento o bastante para ser acompanhado com os olhos.
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Marcos do desenvolvimento
São faixas de idade tiradas de estudos publicados, e descrevem os bebês em geral. Não são uma lista para ir marcando, e este app nunca avalia o seu bebê.
- Os agudos chegam primeiro aos valores de adulto — Por volta dos seis meses, o limiar auditivo de um bebê em 4000 Hz está só cerca de 10 dB acima do de um adulto. Os graves demoram muito mais e só atingem os valores de adulto na idade escolar. A audição não melhora por igual em toda a faixa — os agudos chegam primeiro.
- O foco se estabiliza — No começo o foco varia bastante, e vai se firmando nos primeiros três a quatro meses. Isso importa menos do que parece: nessas idades o bebê ainda não distingue detalhes finos, com ou sem foco, então a faixa de distâncias que parece nítida é muito ampla, e o erro de foco não é o que limita o que ele vê.
- O mundo fica mais amplo — A área do campo de visão em que um bebê reage às coisas é estreita ao nascer e se amplia durante o primeiro semestre de vida. Este app descreve isso em vez de desenhar um anel escuro em volta da imagem, porque um anel sugeriria uma borda nítida que as medições não mostram.
Fontes
- Banks, M.S. & Salapatek, P. (1978). "Acuity and contrast sensitivity in 1-, 2-, and 3-month-old human infants." Investigative Ophthalmology & Visual Science 17(4), 361–365.
Uma estimativa de acuidade feita de outra forma (o ponto de corte obtido a partir de funções completas de sensibilidade ao contraste) e a frequência espacial muito baixa em que a sensibilidade ao contraste atinge o pico no início da vida. - Banks, M.S. (1980). "The development of visual accommodation during early infancy." Child Development 51(3), 646–666.
Que o erro de foco ao fixar um alvo e a inclinação da resposta de acomodação melhoram até cerca de 3–4 meses, e que o erro de acomodação não limita de forma significativa a acuidade do bebê. - Braddick, O., Atkinson, J., French, J. & Howland, H.C. (1979). "A photorefractive study of infant accommodation." Vision Research 19(12), 1319–1330.
Um comportamento de foco consistente diante de uma demanda de acomodação baixa, de cerca de 1,3 D (≈ 75 cm), surgindo entre os 3 e os 6 meses. - Clavadetscher, J.E., Brown, A.M., Ankrum, C. & Teller, D.Y. (1988). "Spectral sensitivity and chromatic discriminations in 3- and 7-week-old human infants." Journal of the Optical Society of America A 5(12), 2093–2105.
Que poucos bebês de 3 semanas mostram distinção de cores confiável, enquanto a maioria dos de 7 semanas mostra, e a vantagem dos comprimentos de onda longos com 3 semanas. - Haynes, H., White, B.L. & Held, R. (1965). "Visual accommodation in human infants." Science 148(3669), 528–530.
A distância mediana de foco de 19 cm em recém-nascidos acordados — a origem da afirmação de que “os bebês enxergam a 20–30 cm”, citada para que o app possa dizer o que o artigo sustenta e o que não sustenta. - Held, R., Birch, E.E. & Gwiazda, J. (1980). "Stereoacuity of human infants." Proceedings of the National Academy of Sciences 77(9), 5572–5574.
O surgimento abrupto da estereopsia entre cerca de 3 e 5 meses — explicado no app e nunca desenhado, porque uma tela plana não consegue apresentá-la. - Mohn, G. & van Hof-van Duin, J. (1986). "Development of the binocular and monocular visual fields of human infants during the first year of life." Clinical Vision Sciences 1(1), 51–64.
O campo visual restrito do recém-nascido e sua ampliação ao longo do primeiro ano — descrito no app e, de propósito, não desenhado como uma vinheta. - Neijzen, C.M., de Wit, F.M., et al. (2025). "Reference values for the Teller Acuity Cards II (TAC II) in infants and preverbal children, a meta-analysis." Acta Ophthalmologica. doi:10.1111/aos.17447.
A curva comportamental de acuidade binocular com listras que o app desenha, e a incerteza declarada dela, de aproximadamente 0,16 unidade log10, constante com a idade. - Norcia, A.M. & Tyler, C.W. (1985). "Spatial frequency sweep VEP: visual acuity during the first year of life." Vision Research 25(10), 1399–1408.
A curva de acuidade por potencial evocado visual de varredura, mostrada ao lado da comportamental como limite superior, e a referência adulta de 24,3 c/grau medida com o mesmo equipamento. - Norcia, A.M., Tyler, C.W. & Hamer, R.D. (1990). "Development of contrast sensitivity in the human infant." Vision Research 30(10), 1475–1486.
O limiar de contraste em baixa frequência espacial caindo de 7% com 2–3 semanas para uma assíntota de 0,5% por volta de 9 semanas, contra 0,32–0,22% em adultos, e o formato em duas fases do desenvolvimento do contraste. - Peeples, D.R. & Teller, D.Y. (1975). "Color vision and brightness discrimination in two-month-old human infants." Science 189(4208), 1102–1103.
A distinção entre vermelho e branco já estabelecida aos dois meses de idade. - Regal, D.M. (1981). "Development of critical flicker frequency in human infants." Vision Research 21(4), 549–555.
A baixa frequência crítica de fusão da cintilação nas primeiras semanas, chegando a valores quase adultos em poucos meses — descrita, não representada. - Skelton, A.E., Maule, J. & Franklin, A. (2022). "Infant colour perception: Insight into perceptual development." Child Development Perspectives 16(2), 90–95.
A linha do tempo dessa revisão, que situa o surgimento da visão de cores entre cerca de 3 semanas e 3 meses. - Varner, D., Cook, J.E., Schneck, M.E., McDonald, M. & Teller, D.Y. (1985). "Tritan discriminations by 1- and 2-month-old human infants." Vision Research 25(6), 821–831.
A distinção tritan (dos cones S) demonstrável com 1 e 2 meses, e é por isso que o app não dramatiza uma ausência de visão azul-amarelo que duraria meses. - ISO 226:2003, Acoustics — Normal equal-loudness-level contours; with Fastl, H. & Zwicker, E. (2007). Psychoacoustics: Facts and Models, 3rd ed. Springer (minimum audible field).
A curva de referência adulta de campo mínimo audível à qual se soma a elevação do limiar do bebê. - Olsho, L.W., Koch, E.G., Carter, E.A., Halpin, C.F. & Spetner, N.B. (1988). "Pure-tone sensitivity of human infants." Journal of the Acoustical Society of America 84(4), 1316–1324.
O conjunto de dados primário de limiares de tons puros em que se baseia o audiograma do bebê. - Werner, L.A. (2002). "Infant auditory capabilities." Current Opinion in Otolaryngology & Head and Neck Surgery 10(5), 398–402.
Limiares comportamentais de 40–55 dB SPL com 1 mês, caindo para 10–30 dB SPL entre 6 e 12 meses; um limiar em 4 kHz só cerca de 10 dB acima do adulto aos 6 meses, enquanto as frequências graves amadurecem ao longo da infância; e que a função da cóclea está madura ao nascer a termo, de modo que a elevação do limiar vem do ouvido médio e do sistema nervoso central.
Isto não é um teste de visão nem de audição. Se alguma coisa preocupa você, converse com o pediatra do seu bebê ou com um oftalmologista pediátrico.
Esta é uma aproximação perceptual, não uma reconstrução do que seu bebê vê. Os bebês de verdade variam muito entre si.